26 de mayo de 2012

"A Mao e a Luva" libros y poesía en forma de film



A Mao e a Luva - La historia de un traficante de libros





A Mao e a Luva es el libro que inspiró al protagonista, Ricardo Gomez Ferraz, a empezar una revolución silenciosa en una de las más peligrosas favelas de Brasil. Juntó libros por más de quince años y alentó a decenas de chicos y adultos a que leyeran. Así, los ayudó a mantenerse lejos de las drogas, la prostitución y el crimen.


Italia, 2010
- 65,35 min. Documental

Dirección: Roberto Orazi


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La revolución de los libros


En el 14º Festival de Cine y Derechos Humanos de Buenos Aires, tuvimos una grata sorpresa el film  “Mao e a Luva” del italiano Roberto Orazi, que con gran sensibilidad y brillantez relata la historia de Ricardo Gomez Ferraz "KCal", un promotor de poesía, afectividad y cultura en la favela de Pina en Recife.

El título referencia al romance de Machado de Assis, precisamente el primer libro con que se cruzó el protagonista y a partir de cual no paró de leer y hacer circular “traficar” libros, lo que fue generando un proceso enriquecedor en varios planos. Sin los otros no somos nada, parece decir el director y precisamente el film moviliza intangibles que emocionan. Bellas imágenes se cruzan con realidades de desigualdad, mostradas con naturalidad y alejadas des estereotipos, que permiten entregarse a la historia y rápidamente comprender, acompañar y amar al personaje. 

Ese poeta, músico y apasionado por la literatura, “loco” e incomprendido por algunos, el mismo que en el año 2008, recibió por su trabajo el premio "Faz diferença" en la categoría social – el mismo que se le otorgara a Lula, cinco años antes.

En ese viaje visual que nos propone Roberto, sobrevuela la poesía, la música, la educación por el arte, la razón sensible y una serie de invisibles que renuevan esperanzas en medio de tanta indiferencia.

El film circula por festivales y ha ganado premios internacionales, amigos de la Casa Warat si tiene la posibilidad de verlo, no dejen pasar.


25 de mayo de 2012

Festival de cine y DDHH en Buenos Aires




14 Festival de Cine y Derechos Humanos
 

Se realiza el XIV Festival Internacional de Cine de Derechos Humanos en Buenos Aires, organizado por el Instituto Multimedia DerHumALC, del 23 al 30 de mayo 2012.

Aunque se mantienen secciones tradicionales como Memoria, Miradas de género, Infancia y Juventud, Migrantes, Panorama, Ambiente y Pueblos Originarios el enfoque temático de este año será Identidad.

La programación de esta edición cuenta con unos 100 títulos entre animaciones, documentales y ficciones que provienen de 25 países.

El festival contará con la proyección de destacadas cintas internaciones y la presencia de sus realizadores como Marc Villá (“Venezuela Petroleum Company”), Roberto Orazi (“A Mao o Eva Luna”), Francesco Cavalieri (“(R)esistenza”) y María Goinda (“Cartonera”), Daniel Schweizer (“Indiens en Sursis”).

Así como Sergio Trefaut (“Viagem a Portugal”) y Guilia Amati, realizadora del filme “This is my land, Hebron”, que será el encargado de abrir el festival.
“Rawson”, de Luciano Zito y Nahuel Machesich; “Sin punto y aparte”, de Shlomo Slutzky; “Lunas cautivas”, de Marcia Paradiso, “Putos peronistas” de Rodolfo Cesatti y “El premio”, de Paula Markovitch son los títulos argentinos que competirán en el festival.

También, “Huellas: saqueo minero”, de Tomás Loiseau; “Aborto Clandestino: crucifixión democrática”, de Elsa Torres y “Sexo, dignidad y muerte” de Lucrecia Mastrangelo y también se realizará la presentación de la serie para televisión, “Unidad 9”, ganadora de unos de los concursos del INCAA.

Las distintas proyecciones tendrán lugar en sedes porteñas como los cines Gaumont y Cosmos, en la Alianza Francesa, en la Cámara de Diputados de la Nación, en el espacio La Máscara, Centro Cultural de España en Buenos Aires, en el Auditorio 4 Columnas (Ex Esma), Centro Cultural Ricardo Rojas y la Fundación Universidad del Cine.

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22 de mayo de 2012

Direito e música



Notas sobre Direito & música


Por Márcio Berclaz


“A tarefa atual da arte é introduzir o caos na ordem”
Theodor Adorno


O Direito é um produto cultural, enunciação praticamente livre de maior controvérsia ou dissenso.
O papel da cultura em tempos pós-modernos, sabemos, está muito longe de ser uma possibilidade de emancipação, pairando a dominação pelo discurso do capital, do consumo e da alienação. O ponto toca a desagregadora “indústria cultural” já referida por Adorno, a necessidade de discutirmos uma nova ideia de cultura, como, por exemplo, propõe Terry Eagleton.

Ocorre que este hermético e muitas vezes incompreendido e hermético universo do direito, ao pretender lidar e disciplinar com os maiores bens da vida e dos seres humanos, também depende de amor e sensibilidade na criação e aplicação de suas normas jurídicas (e sociais, não esqueçamos). Esta uma das tantas inesquecíveis lições de Warat e de outros tantos juristas preocupados com um ensino e uma transmissão responsável do Direito, do seu reconhecimento identitário como instrumento de transformação da perversa realidade social, ainda distante muita poeira e léguas dos pretensiosos objetivos da República (artigo 3o, Constituição)

De outro lado, a música é uma expressão da arte com suas métricas, intervalos, acordes e tons, enfim, com sua epistemologia própria, campo da criatividade que, da mesma forma que preza a disciplina do ensaio, sabe o valor (e o sabor) do tempero de uma improvisação (como no jazz).
Não é preciso muita reflexão para perceber que o direito de hoje (em crise desde há muito, como quase todas as instituições da transmodernidade) precisa desesperadamente da arte e de todas as expressões culturais como remédios vitais capazes de lhe emprestar um novo, autêntico e criativo sentido.

O Direito, para além dos mecanismos tradicionais de sua circulação, também depende da música como instrumento de estímulo à sua vocalização e compreensão mais democrática e popular.
O Direito "achado na rua", defendido por Boaventura de Sousa Santos, com música, pode ficar mais fácil de ser localizado e aproveitado.
Definitivamente já passou da hora de se pensar na música como canal para ensino, debate crítico e verdadeira popularização do direito, aspecto último que integra a elogiável pretensão do “Estado de Direito”, importante veículo que, organizado pela engajada Carmela Grune, possui e divulga importante e original projeto contrahegemônico chamado “Direito no Pé e Samba na Cabeça”(basta acessar youtube e conferir). Já que o direito é cultura, e cultura é samba, nada melhor do que um produto da expressão popular para fazer o juridiquês entrar no ritmo da rua, da favela, da batucada. Uma roda de samba pode ser o começo de e nova sonoridade e alteridade jurídica. Por que não?

Se Direito positivamente precisa predominar “kantianamente” como elemento de razão, basta acrescentar uma pitada de música para que seus tecido ganhe um pouco mais de textura, cor, ritmo, contraste e sensibilidade. Ou o Direito faz questão de não se fazer ouvir?

Não por acaso alguns diferenciados artigos ou mesmo textos jurídicos abrem com alguma citação ou transcrição musical. Perceba-se que a música comporta “fala” com transcendência, mutabilidade e circularidade foucaultiana, “caixa de ferramentas” reveladora daquilo que não propriamente não se revela pela letra fria e disciplinada da escritura.
Lembro aqui do sempre genial Alexandre Morais da Rosa citando Nei Lisboa no clássico e imperdível Decisão penal: bricolage de significantes e significados: “não ando do lado da lei, a lei não foi ideia minha…". E poderia continuar: lamento que o mundo não gire, na velocidade que eu queria.

Tal como a literatura traz a narrativa e a vida para iluminar e encorpar o Direito (e o excelente programa Direito e Literatura da TV Justiça comandando pelo singular Lênio Streck é a prova cabal do poder deste casamento), a música, tal qual outro estado das artes (teatro, cinema, dança) também pode ser um decisivo instrumento, um verdadeiro "pé de cabra" para forçar o Direito a sair do seu labiríntico e inacessível Castelo kafkiano para aproximar-se à rotina das pessoas que dele dependem, cotidiano do qual cada um extrai sua filosofia, como bem ensina Agnes Heller;
A música, portanto, pode ser veículo de crítica, transporte e aproximação do Direito com a realidade, pois mais do que nunca há de se querer um direito vivo, pulsante e verdadeiramente plural (Wolkmer).

Afinal, nessa proposta de união entre direito e música, se queremos um direito realmente latino-americano e descolonial, de "libertação" (Dussel), como acertadamente é a proposta de muitos, que façamos opção por um estilo propriamente cultural e afeto à nossa realidade tupiniquim, não havendo melhor e mais genuíno retrato comunitário dessa expressão do que, por exemplo, o samba, que se fizer a sala de aula formar uma "roda", por exemplo, já estará contribuindo para renovar o desgastado formato do ensino jurídico.

Lembro do grande e saudoso Mestre Warat dizendo que para os lidadores do direito bom seria exigir alguma demonstração explícita artística (mais de vontade do que de talento) como prova de proficiência para demonstrar cota mínima e necessária de sensibilidade exigível no trato rotineiro de valores e vidas humanas. Segundo ele, dançar (ou interpretar) uma música, recitar um poema, tocar um instrumento, apreciar elementos críticos no cinema, alguma dessas empreitadas obrigatoriamente teriam que ser experimentadas e praticadas pelo jurista, sob pena de se ter este como desabilitado para seguir adiante no seu ofício...

A música pode trazer novas práticas de inclusão ao velho mundo do direito, o qual por não poucas vezes teima se constituir em espaço de exclusão pela palavra. Por isso também passa a oxigenação e depuração democrática da linguagem elitista (burlesca e burguesa) do direito. Diz-se isso porque falar sobre música também é tocar no baú da linguagem como instrumento de instrumentalização (e compreensão) do proprio Direito.

Como bem lembrou recentemente o arejado Professor Vladimir Passos de Freitas, “Direito e música é tema rico e pouco explorado”. Como ele bem registra, quem lembra das músicas brasileiras que balançaram os porões da Ditadura? Como desconhecer o valor de “Saudosa Maloca” do Adoniran Barbosa para discutir posse, propriedade e o prório direito fundamental à moradia? Como ignorar a sabedoria de um Bezerra da Silva para retratar cenas do cotidiano policial e a seletiva criminalidade de periferia? Que dizer então das sábias reflexões e baladas de um ícone como Raul Seixas?

Existem outros inúmeros bons exemplos. Entre outras iniciativas, merece destaque um projeto desenvolvido em parceria pelos cursos de Música e Direito da Universidade Federal do Sergipe, envolvendo trabalho dos Professores Christian Alessandro Lisboa e Carla Eugenia Caldas Barros (ver http://direitonamusicaufs.blogspot.com.br/).
De outro lado, no Rio Grande do Sul, os Professores Salo de Carvalho, Felipe Moreira de Oliveira e Moysés Pinto Neto já perceberam a potencialidade da música para ilustrar debates jurídico-penais, como pode ser conferido no blog “Criminologia de Garagem” (http://criminologiadegaragem.blogspot.com.br/). Ou alguém tem dúvida de que, inspirado no rock, não fica mais contextualizado lembrar o quanto a dogmática penal (e outros ramos do direito) precisa de irreverência, rebeldia e contestação?

Em linhas finais, não se olvide que a Música, como o Direito, depende da pré-compreensão, travessia que tem na hermenêutica e interpretação aspectos decisivos à obtenção do valor justiça. É nesse caminho aliás que devemos abordar de modo diferenciado a questão dos direitos autorais, campo onde barbáries jurídicas e verdadeiros estados de exceção "agambenianos" (ex: SOPA, PIPA e outros) estão sendo praticados (mas precisa ser tema de outro “post”).

Música, como lei, não se executa mecânica e assepticamente, ao contrário, se interpreta!
Se a vida sem música seria um erro, se a música também está aí no mundo para aliviar o sofrimento do ser, como lembra Nietzsche, e se o direito, de outro lado, precisa pautar-se pelo paradigma filosófico da vida concreta (Celso Ludwig), bem se percebe que combinar direito e música é um arranjo contemporâneo mais do que urgente e necessário.

Aos que não querem o Direito como “ouro de tolo”, como figurativamente ensina Raul Seixas, aos que não desejam ver o Direito “sentado num trono de um apartamento com a boca cheia de dentes [e normas] esperando a morte chegar”, “longe das cercas [jurídicas] embandeiradas que separam quintais, no cume calmo do meu olho que vê” que sabe não há de se assentar “a sombra sonora” de algum “disco voador”.

São as “aguas de março deixando o verão” e talvez trazendo um pouco mais de esperança e “promessa de vida” no coração…do Direito.


Fonte: www.recortescriticos.blogspot.com

17 de mayo de 2012

Malestares ecológicos y ecología política I





Los malestares ecológicos del alma


Prof. Dr. Luis Alberto Warat







(*) Publicada en Revista Sequencia Número 32, UFSC Brasil, páginas 15 a 23


1era. PARTE


La experiencia cotidiana parece demostrar una reducción espectacular de la vida interior. Vivimos (voy a acompañar el pensamiento de Julia Kristeva) en el fracaso histérico de la vida psíquica, desestructurados por una pobreza del alma que pide, a las diversas modalidades de la fe adictiva, una prótesis para una subjetividad amputada. Cuerpos que actúan buscando, como el protagonista de Living Las Vegas, emborracharse hasta la muerte con las nuevas formas de alienación. Aceptar la autodestrucción (hasta la muerte) como una forma simulada de satisfacción, un modo de alucinar una satisfacción que está siendo, en la realidad negada.


Arrebato alucinatorio: no existe fronteras entre el placer y la realidad, entre lo verdadero y lo falso. El espectáculo es una vida de ensueño y todos la queremos. Estamos anegados por las imágenes que nos transportan y nos sustituyen.


Ahogados nuestros estados anímicos en el flujo de los medios de comunicación, antes de que se lleguen a formular en palabras. Imágenes que tienen el poder extraordinario de capturar las angustias y deseos, de cargarse con su intensidad y de suspender su sentido. Situaciones que bloquean, que inhiben, que provocan nuevos malestares psíquicos, que tienen como denominador común: una dificultad enorme para representar. Una carencia de la representación psíquica que puede llegar a dificultar la vida sensorial, sexual, intelectual y el propio funcionamiento biológico.


Estos nuevos malestares, que agravan los vínculos familiares y sociales; que también agravan las dificultades infantiles, pueden ser vistos como los trastornos ecológicos de la condición trasmoderna. Las enfermedades ecológicas del alma, que cierran los caminos de la autonomía. Malestares ecológicos del alma, que precisan apelar al psicoanálisis como instrumento de realización de la ecología política, entendida como devenir de las autonomías. La ecología política como vínculo transferencial, vivo y complejo, que trata de buscar los caminos de la autonomía ayudando al otro del vínculo, para que se reencuentre con su reserva salvaje (con todo lo que no sabe de sí mismo). Un psicoanálisis que pueda escuchar a cada uno en su singularidad.


Al considerar que más allá de los malestares clásicos, las nuevas enfermedades ecológicas son incapacidades de representación psíquica que llegan a destruir el espacio psíquico, nos situamos en el centro mismo del proyecto de ecología política, que en su primer movimiento nos exige luchar para la recuperación de nuestra capacidad de representación, siguiendo por la búsqueda de un crecimiento emocional que facilite la paulatina disminución de nuestra globalizada capacidad auto-destructiva. La ecología del deseo como primer movimiento de la ecología política.


Pienso que si no se ataca la generalizada inmadurez del deseo no es posible provocar ninguna transformación en las condiciones auto- destructivas de la existencia.


Los movimientos ecológicos muestran en su historia dos vacíos que limitaron su desarrollo pleno: no tomaron en cuenta la dimensión psicoanalítica de la crisis ecológica; ni se percataron (en una gran número de casos) de su naturaleza política.


Para Francisco Garrido “La prohibición de pensar y actuar políticamente (es decir, de pensar y actuar global y radicalmente); es la prohibición secreta que el sistema ha lanzado contra el movimiento ecologista y alternativo. Alejándolo de la política se le mantiene en una especie de privacidad tecnocrática y/o fundamentalista, que resulta muy funcional al mantenimiento del sistema dominante. Rebelarse contra esta prohibición es hoy la tarea central. Tenemos entonces una ecología política que tendría, como primera ocupación, que mostrar la naturaleza política de la ecología, es decir, su propia condición de existencia.


Algo semejante se podría decir de la ecología del deseo, que también tendría, como primera tarea, que mostrar la naturaleza emocional y deseante de la crisis ecológica; mostrar la fuerza psicoanalítica de una eventual salida de los reinantes malestares ecológicos. Una salida que tiene que ser simultáneamente política y psicoanalítica, (algo que también tiene que ser inicialmente esclarecido). La dimensión política del crecimiento emocional como objetivo forzoso de la ecología política.


Para Guattari el deseo, ecosóficamente hablando, tiene que ver con todas las formas de la voluntad de vivir, de la voluntad de crear, de la voluntad de amar, de la voluntad de inventar una otra sociedad, otra percepción del mundo, otros sistemas de valores. Un deseo disponible para servir en la construcción de la realidad sin necesidad de ser vivido en la clandestinidad de un clima de culpabilidad. Sería el deseo como elemento propulsor de la realización de una nueva visión de mundo.


El deseo ecológicamente abordado, funciona como un operador de simultáneo de de intensidades y sentidos. De suerte tal que en su funcionamiento el deseo podría convertirse en una verdadera fabricación incansable del mundo. O sea lo contrario de un caos (que es para Guattari el modo en que encaran el deseo la psicología y la moral dominante).


Guattari tiene parte de razón: no es el deseo en sus movimientos lo que caotiza una existencia, por el contrario el caos deviene de la imposibilidad del deseo para establecer sus conexiones: el hecho de no poderse dejar afectar por las intensidades que se están viviendo, a partir de esa predisposición buscar sentidos que las efectuasen de un modo cada vez más vibrátil. El boicot del deseo que se experimenta siempre como una pérdida del sentido.

Así, la ecología política es sobre todos las cosas una ecología del deseo. Concepciones más o menos pacíficas trabajadas por los psicoanalístas de oficio duro.


Es un deseo que se encuentra en la producción de la realidad, siendo fundamentalmente esa producción: el deseo como una manera de inventar el mundo o de reinventarlo revolucionando las estructuras establecidas.



Continuará...

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12 de mayo de 2012

surrealismo


Surrealismo, es hacer fuego y juego, como las cosas, los deseos y la eternidad.
Un bello instante de la cultura donde el sueño va andante y la acción es su esfera: lo solar de lo nocturno, el sueño que impide adherirse incondicionalmente las ficciones de los saberes hechos.
Lo que más me atrae del surrealismo, es su propuesta carnavalizada de fundir, en la poesía, los sueños con la vida.


Luis Alberto Warat

10 de mayo de 2012

Argentina: se aprobó la ley de identidad de Género


Una norma de vanguardia


Por Emilio Ruchansky


Diversos especialistas analizaron el texto de la nueva Ley de Identidad de Género.
Destacaron las particularidades que la hacen única en el mundo: no se considera patológica la identidad trans ni se requiere de autorización judicial para reasignar el sexo
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10/5/2012. La Ley de Identidad de Género aprobada ayer es la mejor del mundo. Así la definieron cuatro especialistas consultados por este diario, quienes destacaron que la norma es la que más se acerca a la Declaración de Yakarta de 1997, sobre la Promoción de la Salud en el Siglo XXI, que fomenta la reducción de la inequidad en salud y el respeto por los derechos humanos. “A diferencia de las legislaciones pioneras, como la española o la sueca, que son bastante restrictivas, nuestra ley despatologiza las identidades trans, además de desjudicializarlas, descriminalizarlas y desestigmatizarlas”, evualó el abogado Emiliano Litardi, uno de los redactores de la ley. “La Organización Mundial de la Salud está revisando la clasificación internacional de las enfermedades y esta sanción sienta un precedente enorme para que no se pida, como en varios países, el aval de un diagnóstico psiquiátrico”, comentó el investigador y activista intersex Mauro Cabral.

Además de los países mencionados, también Sudáfrica, Holanda, Italia, Alemania, Suiza, Nueva Zelanda, Australia, Turquía, algunos estados de Estados Unidos, Uruguay, Colombia, Bélgica, Finlandia y Canadá tienen leyes de identidad de género. Todas estas legislaciones plantean restricciones para conceder gratuitamente, por ejemplo, una operación de reasignación sexual. “Esta ley quita de la esfera médica o humanística la decisión de esas operaciones y las lleva al plano de la decisión personal, respetando la autonomía corporal”, analizó la investigadora Paula Viturro.

El acceso pleno a la salud es otro de los logros de la ley, ya que obliga al sistema público y privado a proveer tratamientos hormonales y operaciones parciales o totales para desarrollar la identidad. “Y son gratis pero no obligatorios para quien tenga interés”, aclaró Viturro, abogada y coordinadora del área de Tecnologías del Género del Centro Cultural Rojas de la Universidad de Buenos Aires. Por ley, los médicos no podían hacer operaciones mutilantes sin autorización de un juez y éste solía pedir peritajes psicológicos, psiquiátricos, clínicos y también testigos.

Esto impedía que muchas personas que deseaban una reasignación sexual tuvieran que victimizarse, algo corriente en los escritos judiciales. “Había que demostrar sufrimiento, decir que se estaba en el cuerpo equivocado, que de chiquita a esa persona le gustaba la decoración femenina o tenía sensación de odio hacia sus genitales. No se afirmaba que estaba ante una elección personal, sino ante una especie de error de la naturaleza, una fatalidad”, afirmó Viturro.

Otro inconveniente judicial en caso de requerir un documento acorde con la identidad de género autopercibida era la lógica esterilizante. Por muchos años, cuando una persona trans exigía judicialmente su DNI se le ponía como requisito una operación de reasignación sexual. Y no es un fenómeno argentino: 29 países de la Europa ponen este requisito en la actualidad. “Tuve un caso de este tipo en la Justicia nacional y esa postura fue admitida por la Cámara de Apelaciones. Al final, logramos conseguir el DNI sin operación concurriendo a un tribunal de la ciudad de Buenos Aires”, recordó Litardi, quien representó legalmente a 28 personas que pedían sus documentos desde 2004 a la fecha. “Hubo jueces porteños que estaban a favor y algunos plantearon que no debían judicializarse estos temas”, agregó.

En la norma sancionada ayer sólo se contempla la intervención judicial en el caso de personas menores de edad que deseen un nuevo DNI o realizarse un tratamiento hormonal o una operación parcial o total y cuyos padres están en contra. “La ley incorpora una figura novedosa, la del abogado del niño. Es algo muy bueno porque va en consonancia con la ley de protección de la niñez y la adolescencia. En estos casos, el rol de la Justicia es gestionar el conflicto entre hijos y padres”, comentó este integrante del Frente Nacional por la Ley de Identidad de Género.

Consultada al respecto, la antropóloga Josefina Fernández opinó que la norma es “movilizadora” y tendrá un impacto en la institución familiar. “Viene a desorganizar el ‘orden’, a romper muchos argumentos y a modificar la perspectiva de la Justicia sobre este tema, por eso me parece atractiva”, comentó Fernández, coordinadora junto a la activista travesti Lohana Berkins de “La gesta del nombre propio”, el primer estudio hecho sobre la población trans en la ciudad de Buenos Aires. “Además, muestra cómo el propio colectivo trans pasó de la victimización a la acción política”, agregó.

En este sentido, en el camino hacia la nueva ley, la estrategia del activismo por la diversidad sexual tuvo un gran acierto al poner el foco en la identidad más que en la sexualidad, aseguró el investigador Mauro Cabral. “En Argentina, el derecho a la identidad tiene un peso normativo importante. Es un derecho que no está en discusión”, afirmó. Para él, que las personas trans sean encasilladas como población vulnerable conspira contra su status de sujetos políticos y de derecho: “Teníamos algo que decir, más allá de la victimización”.

La implementación de la ley, advirtió Cabral, no va a ser fácil. “Como todos los temas relacionados con la sexualidad, éste choca contra el sistema médico y jurídico, que es conservador y autoritario. Este es el desafío que tenemos por delante”, observó.
Fuente: Página 12

9 de mayo de 2012

A URI


Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI)




A Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões – URI – é uma instituição multicampi, comunitária, reconhecida pela Portaria nº 708, de 19 de maio de 1992, com sede da administração superior na cidade de Erechim, Estado do Rio Grande do Sul. Mantida pela Fundação Regional Integrada, entidade de caráter técnico-educativo-cultural, com sede e foro na cidade de Santo Ângelo.

No decorrer de sua trajetória, a busca e a concretização da marca institucional aconteceram no desempenho das funções básicas de ensino, pesquisa e extensão, inerentes à ação da URI. As especificidades no desempenho estas funções definem a missão e o atual perfil da URI- ser uma universidade pluralista, criadora e elaboradora de conhecimento, com qualidade, competência e seriedade, voltada para o desenvolvimento regional. É na identificação dos diferenciais, nas funções, nas atividades, nos propósitos que se define o caráter da URI: uma universidade regional integrada, comunitária, gerida pela comunidade acadêmica.


Uma universidade regional integrada em duplo sentido: de um lado, por integrar comunidades de uma mesma região geográfica (norte e noroeste do RS); de outro, porque seus campi, em sua história, têm forte integração com a comunidade regional e são comprometidos com o desenvolvimento da sua região.
Uma universidade comunitária por que sua vocação é a integração, porque esta foi a sua origem, ou seja, o resultado do trabalho espelhado na experiência das reduções missioneiras e no processo de colonização da região, onde se desenvolveu o sistema comunitário.

Este caráter comunitário acompanha a URI desde a sua criação na busca da participação das entidades que representam o todo social e seus diferentes segmentos. Por isso, as ações da universidade, buscam contemplar o social, para que seja de forma cada vez mais efetiva, uma universidade comunitária que procura ler corretamente a história, a cultura, às aspirações, enfim o que a sociedade espera da universidade. Desta forma, é a sociedade que gera a universidade, uma vez que a leitura e reflexão do real vivenciado, permitem identificar alternativas para o desenvolvimento regional, que passa a ser o traço identificador da URI, na medida em que a universidade soube manter o vínculo com a realidade buscando alternativas de desenvolvimento, e produzindo parâmetros alternativos para este novo conceito de desenvolvimento.


Para a URI, as atividades de ensino, pesquisa e extensão, originam-se a partir dos Departamentos acadêmicos, a saber:
1) Ciências Exatas e da Terra;

2) Ciências Biológicas;
3) Engenharias e Ciência da Computação;
4) Ciências da Saúde;
5) Ciências Agrárias;
6) Ciências Sociais Aplicadas;
7) Ciências Humanas;
8) Lingüística, Letras e Artes.
A URI é formada por seis unidades (4 campus e 2 extensões) que juntas compreendem 110 municípios no interior do estado do Rio Grande do Sul. Com uma infra-estrutura com mais de 118 mil m2 de área construída, a qual abrange, dentre todas as instalações acadêmicas, 295 laboratórios e mais de 259 mil livros em todas as suas bibliotecas.

No corpo docente, entre educação básica e no ensino superior, são 1076 professores, sendo 55% mestres ou doutores. No técnico-administrativo são 648 profissionais, sendo 47% com formação superior.

A) No ensino:

São 6 escolas básicas, 47 cursos de graduação, 99 cursos de especialização, 4 mestrados próprios e 2 interinstitucionais; O que resulta em mais de 16.500 alunos.

B) Na pesquisa:

São 79 grupos de pesquisa e mais de 195 projetos; O que posiciona a URI como a 13ª em Iniciação Científica no País e 3ª no estado entre as instituições privadas de ensino.

C) Na extensão:

Entre programas, projetos e eventos são mais de 225 realizações, sendo em 2007 totalizados 70.513 serviços prestados a comunidade.

No campus de Santo Ângelo

Exclusivamente no campus de Santo Ângelo a URI oferece mais de 20 cursos de graduação e mais de 30 cursos de pós-graduação por ano. Além de 3 cursos de mestrado, 2 próprios e 1 interinstitucional.
Escola de ensino básico – com ensinos fundamental, médio e técnico, este em informática e enfermagem.
Na escola, graduação e pós-graduação são mais de 4 mil alunos;
São mais de 100 laboratórios para desenvolvimento de atividades práticas, dentre eles 8 são de informática, com acesso livre para os acadêmicos e ainda internet wireless em todo o campus.
A biblioteca central dispõe de um acervo com mais de 100 mil exemplares, além de salas de estudo, salas de vídeo e a própria videoteca;

Na estrutura-física o campus de Santo Ângelo oferece ainda três auditórios, diversos locais de convivência, casa do estudante (feminina), quiosque de integração, ginásio de esportes e amplo estacionamento interno. Além de diversas atividades, projetos e laboratórios que contemplam a comunidade em geral como: Farmácia escola, Clínica Psicológica, Centro de Equoterapia, Escritório de Prática Jurídica, Companhia Acadêmica de Turismo, Serviços de Comércio Internacional, Extensão Empresarial, Cooperativa de frutas e sucos, Centro de Cultura Missioneira, Rádio Universitária dentre outros... que podem ser acessados no menu inicial em PRÓ-COMUNIDADE.

Mestrado em Direito


O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Direito da URI – Santo Ângelo – Mestrado – nasceu para tornar-se centro de excelência na área do ensino e da pesquisa. Para tal, está dotado de uma estrutura acadêmica e administrativa, de recursos de informática e acervo bibliográfico qualificado e atualizado e de área reservada para estudos e pesquisas individuais e em grupos. Sua docência compõe-se de renomados professores pesquisadores com forte influência na teoria inovadora do Direito contemporâneo.

O Programa se apresenta, ao mesmo tempo, como um espaço qualificado de altos estudos e como uma conquista regional comunitária, visando contribuir para a inovação da ciência do Direito e da inserção desta no cotidiano das práticas sociais.

De modo que, o Mestrado em Direito da URI, articula-se em torno de duas linhas de pesquisa – Direito e multiculturalismo e Cidadania e novas formas de solução de conflito – e expressa o que há de mais avançado na pesquisa do Direito, para efeito de uma sociedade global e multicultural como a atual.

Linhas de pesquisa

1) Direito e Multiculturalismo
Objetivos: Possibilitar a sistemática discussão e reflexão sobre o “Direito e multiculturalismo”, com vistas a sua melhor aplicação, ensejando a capacitação para trabalhar as transformações políticas e jurídicas a partir da releitura do Direito e as relações que se estabelecem na sociedade globalizada.
Busca-se priorizar a qualificação dos agentes na formulação de novas políticas que proporcionem a melhoria da qualidade de vida, vislumbrando-se um lócus de pesquisa norteada pelo parâmetro ético da cidadania.

2) Cidadania e Novas Formas de Solução de Conflitos
Objetivos: Possibilitar a sistemática discussão e reflexão sobre a temática “Cidadania e novas formas de solução de conflitos”, com vistas a sua melhor aplicação, ensejando a capacitação para trabalhar as transformações políticas e jurídicas a partir de uma releitura da cidadania e das novas formas de solução de conflitos,  na perspectiva das garantias individuais e coletivas constitucionalmente asseguradas.


Coordenação:

Coordenador Acadêmico
: Prof. Dr. João Martins Bertaso

Coordenador Executivo
: Prof. Dr. André Leonardo Copetti Santos